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Seu perfil acaba de ser removido
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Entrevista Gazetinha - 02-08-2008 |
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Seu perfil acaba de ser removido
O Orkut é um dos sites favoritos da garotada, mas é preciso lembrar que há riscos e pouca privacidade no portal. Saiba como se proteger
por LUCIANE HORCEL
Com mais de 15 milhões de usuários no Brasil, não há dúvida de que o Orkut é uma febre nacional. Todo mundo curte encontrar os amigos na rede e manter contato com os parentes distantes.
Mas nem tudo é alegria nesse oceano virtual. Além de ser “o maior proliferador de fofoca de todos os tempos” – como define Danielle Lourenço, pedagoga e consultora em tecnologia responsável –, o Orkut requer certos cuidados, para que a diversão não se torne um pesadelo. “A primeira orientação é com relação às fotos postadas na 'net'. Não é legal colocar fotos posadas, principalmente de rostos. Porque pedófilos ou adeptos de pornografia na internet podem fazer montagens com as fotos de rostos e divulgar na rede. Outra coisa muito perigosa é colocar dados pessoais no perfil, como: telefone, endereço, cidade onde mora, escola onde estuda, qualquer dado que facilite a localização do usuário no mundo real. E de nada adianta não colocar no perfil e depois adicionar uma comunidade ‘Eu amo estudar no colégio tal’”, ensina a especialista.
Atualmente, alguns dispositivos de segurança do site podem ajudar o usuário a se proteger. Por exemplo, há a opção de trancar o álbum de fotos e o perfil para que somente os amigos adicionados possam ver. Mas cuidado: “Isso só funciona se a pessoa adicionou só amigos mesmo. Pessoas que ela conhece na vida real. Se ela adicionou um monte de gente que só conheceu na internet, esse sistema não tem segurança nenhuma”, alerta Danielle.
E como se esses perigos já não fossem suficientes, há ainda o risco de vírus e hackers invadirem a sua máquina. “A dica principal, nesse caso, é jamais clicar em links enviados por desconhecidos, via scraps”, afirma Marina dos Anjos Martins de Oliveira, produtora editorial, jornalista e autora do livro Orkut. “Contenha a curiosidade e desconfie de scraps que ofereçam brindes, promoções, cartões virtuais, declarações de amor, essas coisas. Mesmo que venha de pessoas conhecidas”, explica a consultora Danielle.
Foi por causa da curiosidade que Tâmara Novitski Soares, 16 anos, acabou se dando mal. “Sempre vinham desenhinhos e figurinhas nos meus scraps e eu sempre tinha vontade de abrir. Um dia abri um peixinho para ver no que ia dar e surgiu uma mensagem que meu Orkut tinha sido removido. Dois dias depois a minha conta do site não abria e quando eu tentava entrar dava um aviso de remoção e o som de uma gargalhada sarcástica. Depois disso, o vírus detonou meu computador. Não conseguia acessar nem a internet”, conta a menina. Quando ela achou que tinha resolvido o problema do computador com um programa, descobriu que o vírus já estava em sua máquina digital e no Ipod. “Perdi várias fotos e meu Ipod vivia desligando, mesmo com bateria”, conta.
Hoje, Tâmara está vacinada e não cai mais nas armadilhas virtuais: “Não abro mais nada sem pensar mil vezes antes.”
Cuidado
Outro alerta que a consultora em tecnologia responsável, Danielle Lourenço, faz é com relação a comunidades ofensivas. “Às vezes o pessoal abre uma comunidade para xingar ou ofender colegas e até professores. Isso pode dar processo. No caso dos menores de idade, quem serão processados são os pais”, diz a especialista.
Leitura
Para quem quer boas sugestões de como se portar on-line, o livro Orkut, de Marina dos Anjos Martins de Oliveira (Editora Brasport, preço médio: R$ 29) é uma boa opção. “O livro dá dicas fundamentais de como se comunicar através de mensagens, scraps e comunidades sem causar mal-entendidos e desentendimentos”, afirma a jornalista e produtora editorial.
Fonte: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/impressa/gazetinha/conteudo.phtml?tl=1&id=733163&tit=